Transição: a quarta modalidade
Treinos |  09 de maio de 2015
transiçao2

Sou “caloura” no triathlon e em competições, me preocupo muito em buscar cada dia mais informação, filtrar o que importa, e procurar mitos/verdades sobre o esporte.

O triathlon é um esporte relativamente novo, que surgiu nos EUA entre 1970 e 1980, e vem evoluindo muito rápido. Desde 2000 foi incluído como esporte Olímpico, dessa forma, está cada vez mais profissional. O fato de possuir grandes patrocinadores e boas premiações, fez com que a modalidade chamasse atenção tanto de atletas de alto nível, como da mídia. Esse fato faz com que aumente a competição entre os atletas e cresça o investimento por parte das empresas esportivas em tecnologia e inovação – em roupas, bicicletas, assessórios, GPS, entre outros.

Portanto, cada segundo conta! E muitas provas são decididas nos metros finais – como aconteceu recentemente no Sesc Triathlon Brasilia Categoria sprint. Por isso, além das três modalidades, os atletas profissionais e amadores, tem treinado o que chamam de “quarta modalidade”, a transição.

Como sou iniciante do esporte e no meu primeiro triathlon foi bastante confuso fazer as transições – confesso: fiquei bem perdida! – pesquisei bastante sobre o tema, assisti a vários vídeos, li várias dicas, para tentar traçar um pensamento lógico de “Como fazer uma boa e rápida transição”

É preciso seguir uma sequência lógica e que não vá nos confundir mais do que ajudar durante a prova, onde a adrenalina está a mil e a preocupação é com o tempo, pace, distância, superação de limites. Portanto, os movimentos devem ser feitos automaticamente, assim como técnica de corrida, de natação, e de pedal. Para isso, como todas outras modalidades, é preciso Treino.

Selecionei algumas dicas que eu achei relevante (não quer dizer que são as melhores para todos), baseada em minha experiência no Heróis do Triathlon. É fundamental que no dia anterior a prova você participe do simpósio, tome conhecimento do percurso, do que é permito na hora da transição – algumas provas restrigem espaço e itens. Assim como, é uma ótima ideia deixar tudo organizado para que no dia da prova a única preocupação seja ela mesma.

Transiçãobike

 

Transição 1 (T1) – Natação x Bike

  • Posicionar a bike de frente para a saída – facilita a saída; selim no cavalete
  • Deixar a bike em uma posição de marcha que não seja nem tão pesado e nem tão leve, para evitar esforços desnecessários já na saída
  • A sapatilha pode ficar presa ao pedal (técnica para prender com elástico), bem aberta, para vestir a sapatilha após montar na bike; quem não possui muita prática e confiança (meu caso ainda) pode calçar a sapatilha antes de montar na bike
  • O capacete fica aberto em cima da bike no lado que chegará da natação, o óculos (para quem usa) fica dentro do capacete – não esquecendo de afivelar o capacete – coloque-os antes de tudo
  • O tênis de corrida deve ficar ao lado da bike, no sentido que sairá para a corrida e, também, de forma a facilitar vestir – boa ideia é usar cadarço elástico
  • Após, sair da transição, visualizar bem o lugar exato da bike e marcar algum ponto de referência para quando sair da água encontrar seu número mais facilmente
  • Importante nos últimos metros de natação (150 a 200m) aumentar o ritmo de batida de pernas, para que haja maior circulação no membro inferior, o preparando para a corrida até transição e bike após.
  • Também, tentar visualizar toda a transição na sua cabeça, onde deixou cada item que irá precisar, a partir da última bóia da natação
  • Durante a corrida até transição: tirar óculos, touca, parte de cima da roupa de borracha para ganhar tempo
  • Já na transição, colocar óculos, capacete, número (quando necessário), tirar a bike do cavalete e a conduzir até a saída da transição; então é só montar na bike, vestir a sapatilha e curtir

 

Transição 2 (T2) – Bike x Corrida

  • No último quilômetro da bike é recomendado uma relação de marchas mais leve, aumentando a RPM e ficar a posição na bike, ficando na parte de cima. Isso ajuda a preparar sua musculatura para a corrida – soltar e descomprimir a musculatura
  • Visualizar todos momentos que virão na área de transição, desde descer da bike, até a saída para corrida
  • Caso tiver prática e habilidade, tirar a sapatilha ainda na bike e descer correndo empurrando ela com uma das mãos, pode ser bastante vantajoso. Senão, diminua a velocidade até a linha de desmonte, descer da bike e a empurrar até o cavalete.
  • Cuidado para não perder de vista seu lugar ou se distrair com outros atletas
  • Colocar a bike no cavalete, tirar o capacete, colocar o tênis, pegar o número e viseira, e sair para corrida, colocando ambos durante a corrida

Aproveite para programar a sua prova e, também, realizar tudo durante os treinos. Isso só vai aumentar a sua habilidade e confiança ao executar cada movimento. A parte de gel, hidratação, acho que cada um segue um jeito que se adapta melhor.

#partiu praticar?

Um breve resuminho demonstrado aqui nos vídeos:

https://www.youtube.com/watch?v=eayH_zhVeig – Prepração da transição

https://www.youtube.com/watch?v=sWx_rBpvegQ – Como montar na bike

https://www.youtube.com/watch?v=DfIrRNbW6Ag – Preparo e Transição

 

 

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