E esse vício chamado Garmin?
Dicas |  22 de janeiro de 2017
garmin

Todos sabemos que, felizmente, a tecnologia tem evoluído com os atletas (e muito). E nesse papo de evolução incluo os relógio, que de smartwatches a simples cronômetros nunca estiveram tão completos. Abrindo o app do Garmin já podemos em uma sincoronizada saber como dormimos, quantos passos fizemos, quantas calorias ainda podemos comer, e ainda com dicas de como melhorar seu dia. Ou quando envia mesagens incentivadoras ou puxando orelha, falando que você está se movendo menos que a média. Ou, então, não precisa nem pegar o celular, o próprio relógio já dá dados de como estão seus batimentos cardíacos nas últimas 4 horas, sua última atividade, o tempo, calendário, notificações,… uma lista e tanto! Até contagem regressiva para uma prova importante dá para colocar, uia.

E é engraçado como ficamos dependentes desses pequenos aparelhos, tão leves e indefesos, hahaha e como eles podem dizer tanto sobre nós. Quer ver? Chegue em um treino e olhe ao redor, ou melhor, aos pulsos ao redor haha Se você fizer triathlon, com certeza verá pessoas com 910xt, 920xt ou 735xt, e com certeza o papo sobre Ironman, aquela nova bike da marca X, ou o atleta tal… vai Bommmbaaar! É tipo um amor a primeira vista! hahaha Ou tem aquele cara que usa apenas um cronômetro, um G-Shock, que é o Cara da pista, old school. E vai fazer os paces de olhos fechados. Nas mais diversas tribos dentro dessa imensa tribo dos atletas, nos entendemos, não é mesmo? hahaha. Além disso, quem nunca atrasou para o treino por estar dando aquela carguinha no Garmin que atire a primeira pedra! Hahaha

Aí você se acostuma, ainda mais no treino, tendo tantos feedback momentâneos. É pace, batimento cardíado, oscilação, tempo, tempo por volta, nível de esforço do Strava, e por aí vai… E o que acontece, então? Como todo equipamento o tal Garmin pára de funcionar do nada, ou você vende para comprar um modelo melhor, e pensa: “E agora José?”.

Bom, passei quase 20 dias sem meu Garmin. Confesso que além da marca eterna no pulso (imaginem que até no inverno do Canadá ela existe) mais presente que uma tatuagem, fica uma marca no nosso coração! hahahaha Cada treino é um aperto no peito, é como se nunca tivessemos corrido ou pedalado. Mas como toda experiência existem os dois lados. Enquanto todo esse feedback é sensacional se bem usado e monitorado, ficar sem também pode trazer outras maneiras de evolução. Como? Sem o relógio ficamos mais atentos aos sinais do nosso corpo, entendendo pace, nível de esforço, até mesmo conseguimos medir tempo para cada rota que pretendemos fazer. E isso ajuda muito, pois todos estamos sujeitos a no meio de uma competição o relógio parar… E aí? Vai parar a prova? Como vai acompanhar teu corpo?

Pois bem, fui nadar e não conseguia mais contar as repetições que nem antes. Também me bati para usar aquele relógio de minuto, sabe? Com 4 ponteiros um de cada cor correndo a cada 15 segundos – tenso! Ou então aquele Strava que dá bug e não marca o treino, ou então que na esteira não funciona direito. E o pedal na bike indoor, sem saber velocidade e cadência? Socorro! Esse desespero foi passando e me acostumei conforme os dias passaram.

E sabe a parte boa? Peguei meu relógio novo essa semana (sim, um 735xt) e nem fiquei olhando muito. Vi que estava viciada mesmo nessa coisa de checar toda hora tudo, sincronizando infinitas vezes por dia, controlando tudo. A gente pode fazer um longo sem relógio, tentem usar a técnica para treinos que não são decisivos na semana para fazer o teste, vão gostar dos resultados e aumentar cada dia mais o autoconhecimento e entendimento para o esporte.

Gostou? Compartilha!
Facebook
Twitter
Comente

Deixe seu Comentário!

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *