Bikes para as meninas: tem diferença?
Equipamentos |  10 de outubro de 2015
ana

Quem ai nunca se perguntou se realmente havia diferença entre bike para homens e mulheres? Para muitos, a questão era “cor e curvatura do quadro”, ou “com cestinha e cor de rosa”. Mas conhecendo um pouco mais de algumas marcas e acompanhando a evolução, não só das bikes, mas todos equipamentos, é notável que há Sim diferença e DEVE haver diferença em uma bike para homem e mulheres.

E saibam que os motivos não tem nada relacionado a “mulher sexo frágil”, mas sim com  melhorar o rendimento e o conforto para nós que estamos, ainda bem, cada dia mais presentes no esporte – seja nas trilhas ou na estrada.

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(O que acharam da Michelle Verstby e sua Cannondale Slice custumizada para o IM de Kona? Ela garantiu o quarto lugar entre as mulheres! Foto: Instagram)

Na Revista Bicicleta hoje li uma reportagem “Bikes femininas – ciência ou marketing?” e, apesar de trazer vários tópicos e ser bastante interessante, me fez pesquisar mais sobre o assunto.

Com o número crescente de mulheres que querem uma Bike para ir além do passeio na ciclovia ou no parque, é fundamental que o mercado de bicicletas evolua para suprir esse público que vem com tudo! A mulherada não fica para trás, busca se informar, aprender, e aplicar tudo que for necessário para fazer um pedal seguro, com bom rendimento e, especialmente, com equipamento que supra as suas necessidades.

É óbvia a diferença física entre homens e mulheres, então, por que motivos deveriam pedalar a mesma bike? Por nenhum, de forma geral, mulheres possuem pernas mais longas em relação ao tronco e braços mais curtos, além de quadris mais largos e menor peso, assim como estatura diferenciada. Por isso, o quadro, geometria, guidão, pedivela, selim,entre outras partes da bike devem ser diferenciadas.

Encontrar o tamanho ideal do quadro, nem sempre foi uma tarefa fácil para mulheres. Costumava-se indicar quadros masculinos de tamanho pequeno, o que não solucionava todos os problemas de geometria, especialmente em relação ao tubo superior.

Como então, depois de tanta evolução na tecnologia, as mulheres poderiam ter uma bike igual a dos homens? Com o avanço dos estudos, hoje em dia, já existem tamanhos extra pequenos e, também, tubos diferenciados, assim como quadros com espessura menor – o que os torna mais leves, não comprometendo a resistência já que muitas atletas são menos pesadas que os homens.

Outro ponto é o avanço e guidão que, pelas mulheres possuírem uma menor envergadura,  sempre ficam fora de tamanho – apesar de ser fácil de resolver, pode ser um custo indesejado ou desnecessário no momento da compra ou, ainda, um desconforto na hora de padelar se não ajustado. Ainda em relação ao guidão, os freios também podem ser um diferencial. Mulheres geralmente possuem mãos menores, os freios possuem alavancas distante do guidão, se tornando desconfortável e até perigoso. Contudo, muitos ajustes podem ser feitos para melhorar essa posição. O mesmo problema de tamanho acontece com o pedivela, que devem seguir as proporções do corpo (pernas mais curtas).

O selim é bastante discutido, também. Existem vários estudos sobre a influência e relação do selim e ciclismo após estudos mostrarem que pedalar por muito tempo poderia causar impotência nos homens. Porém, não existem muitos estudos em relação às mulheres e o que seria mais adequado, uma vez que anatomicamente somos diferentes, como o quadril mais largo, alguns ossos diferentes no quadril em relação aos homens, entre outros. Existe um maior estudo em relação aos tipos de tecido, densidade de espumas, formatos, que trazem um maior conforto – mas vale a dica de experimentar diferentes modelos e encontrar um que se adapte. Atenção: um selim mais lardo e com espumas grossas que, de primeira vista, parece mais confortável, pode não ser o mais indicado para pedaladas mais longas, podendo causar mais dores e desconforto.

E a suspensão? Algum ajuste? Com certeza! Algumas marcas já estão se adequando ao novo público, que é geralmente mais leve e o sistema funciona para uma determinada faixa de peso.

Contudo, de nada adianta buscar todas essas informações sem um bom guia na hora da compra. Buscar ajuda profissional e de qualidade ajuda e muito. Por isso, é importantíssimo após a escolha da sua bike, fazer um bike fit, como o próprio site reforça: ˜os resultados do bike fit, em muitos casos, vão indicar que a bike a ser usada tem justamente as características que oferecem as bikes femininas de hoje em dia. Antigamente, eram feitas adaptações, que nem sempre eram eficientes. Não é marketing, é ciência!”.

BikeFit_1(Dia de bike fit na Kopanski, fez toda a diferença)

Outro ponto positivo, é a evolução e estudos em relação aos equipamentos para Nós, mulheres. Um que achei bárbaro é um bretelle com engate nas costas e que evitar você ter que tirar toda sua roupa para ir ao banheiro, especialmente no frio. Veja o vídeo:

 

Além disso, existem capacetes adaptados, com espaço e ajuste especial para o rabo ou trança. Assim como tamanhos menores que se encaixam adequadamente. Entre outras vestimentas que têm se adequando a suprir nossas necessidades, com tecnologia, tamanhos adequados e segurança.

O mais legal é ver que vários avanços na tecnologia estão surgindo, uma vez que as mulheres (há tempos) deixaram de ser apenas uma exceção no mundo das bikes!

 

** Foto de capa, ninguém melhor do que a querida Ana, nosso exemplo como atleta, Fonte: Facebook

 

 

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