Treinos |  30 de novembro de 2016
calendario-do-pis-2015

Gente!!! Pisquei o olho e já é praticamente dezembro!!

Prefiro encarar esses dias muito ocupados como uma maneira do tempo passar mais rápido. Então tenho trocado um pouco as redes sociais e o blog por uns momentos extras de foco no trabalho e treinos. Como gosto de colocar uma atenção especial nas coisas que faço, não ia gostar de escrever aqui no blog sem informações suficientes ou “qualquer coisa”.

2016 está sendo o ano de passar por cima de obstáculos, encarar várias situações novas, e aceitar novos desafios. É assim, faz parte do nosso crescimento como pessoa, profissional, e atleta. Afinal, o inverno nem está tão duro assim, o sono nem tão leve, e o coração nem tão frio. Um pouco de positividade e boas energias em meio a tanta sujeira na política, tragédia no esporte, leis sem sentido, etc etc etc.

Assim: está aberta a temporada de planejamento e conclusão de planos de 2016 (mesmo quando tivemos aquelas várias mudanças de rota durante o caminho). Contagem regressiva para abraçar meus amores no Brasil, aquecer o corpo do frio e o coração da saudades que anda judiando! hahaha Força gente! hahaha

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Treinos |  08 de outubro de 2016
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Essa semana, mais precisamente terça-feira, tivemos a nossa primeira neve do ano. Isso mesmo, N E V E, e põe neve nisso. Para terem ideia do quão cedo foi (pra mim, ao menos), ano passado nevou somente na primeira semana de novembro e, sim, um mês a mais de inverno faz TODA diferença no final das contas. Mas enfim, contra São Pedro não dá para lutar.

Quem me acompanhou essa semana pelo Instagram (@patitozatti) deve estar mais por dentro desse frio fora de hora. Como estou procurando seguir a risca todas as planilhas, deixei para fazer minha corridinha de ontem, hoje. O motivo é simples, como nevou até quinta-feira, ontem e hoje boa parte dessa neve descongelou já, o que facilitaria a corrida tando nas calçadas, como na rua, apesar do friozinho.

Não parece, mas encarar uma corrida com a neve descongelando nas calçadas, tudo molhado, ou então gelo, não é nada legal. Primeiro, porque pode molhar o tênis (água a uma temperatura perto dos 0 graus), deixando mais propício para bolhas, machucados e, claro, pés congelados praticamente. Além disso, caso a temperatura estiver baixa + água nas calçadas, há formação de gelo (meio óbvio né), e fica muito, quando digo muito é muito mesmo, escorregadio… E acredito que ninguém quer cair, se machucar, passar o inverno andando de muletas pra lá e pra cá, né? haha

Enfim, foram 40 min fechando 7 km de corrida. Variações de ritmo entre moderado-forte a fácil. A média deixou a desejar (5:34 min/km) comparado ao que estava esperando, porém, avaliei alguns fatores que podem ter contribuído para isso, afinal queremos sempre melhorar né? Comigo, ao menos, nessa brusca diferença de temperatura (semana passada em torno de 15-22 graus e nessa -4 a 2 graus), fica bem difícil adaptar rapidamente o corpo à corrida. Por exemplo, semana passada corri de shorts e camiseta, hoje calça, meia térmica, duas camisetas, moletom, touca, e jaqueta. É uma sensação de sufoco e peso extra. Além disso, a respiração fica bem pesada, tanto com o vento gelado, como o nariz começa a escorrer tipo gripe (super irritante – especialmente se não levar um papelzinho no bolso haha) – sem contar que alguns dias o suor congela na roupa. Também, os músculos doem, joelho então só incomodou até aquecer. Enfim, não é tudo impossível e terrível como pode parecer, é uma questão de adaptação e acredito que semana que vem tudo melhora já.

Hoje, a coisa boa foi que aquela meleca de neve derretendo – metade água/metade gelo – não teve muito. Apesar que procurei correr em ruas com mais movimento, assim seria mais garantido que o gelo já tivesse derretido. Outra coisa boa foi a paisagem que ficou: LINDA. As árvores ainda têm folhas bem coloridas, variando do amarelo ao vermelho em contraste com o branco da neve… É a natureza dando show de graça.

O saldo foi bastante positivo, ótimas condições para corrida, agora é questão de tempo para encaixar tudo. Aliás, fiz um review da corrida de hoje, algumas imagens legais, e uma comparação com a corrida de semana passada. Vejam como 7 dias pode mudar tudo por aqui em relação à temperatura.

Bons treinos a todos e AMEM o verão com todas as forças. hahaha

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Novidades |  25 de agosto de 2016
bike polo1

Pois é, foi essa minha pergunta quando li sobre os eventos da Semana da bike aqui em Saskatoon. Muitos já ouvimos falar do jogo que é praticado com cavalos e muito famoso, mas foi em 1891 que o ciclista irlandês Richard J. McCready anunciado pela Cycling Magazine como “o bike polo promete ser imensamente popular e não tão perigoso como parece”. O esporte não era meramente medir o desempenho dos atletas enquanto pedalando suas bikes, mas sim treinar a habilidate motora, concentração, agilidade e os olhos de cada jogador. O esporte veio evoluindo e se espalhando pela Europa e pelo mundo, até que no final da década de 1990 foi criado o Hardcourt Bike Polo, em Seatle.

As regras eram bastante simples assim como os equipamentos utilizados, como bola de hockey de rua, “mallets” (espécie de taco) feito de bambú, goleiras feitas de cone, 3 pessoas em cada equipe, e contato permitido apenas no “like-to-like”, ou seja, mallet com mallet, bicicleta com bicicleta. Além disso, não era permitido colocar os pés no chão (haja equilibrio né?). As bicicletas geralmente eram de barra fixa, e o novo bike polo começou a se espalhar para as ruas de Londres, até chegar nos EUA e por volta de 2004, Nova Iorque. Sendo que em 2009 aconteceu o primeiro campeonato mundial de bike polo na Filadélfia, enquanto Londres enquanto Londres sediou os Campeonatos da Europa, com equipes dos Estados Unidos, Canadá, Grã-Bretanha, Alemanha, França, Espanha e Suíça concorrendo em ambos os torneios, respectivamente.

Hoje, o Hardcourt Bike Polo é considerado ser um dos esportes urbanos de maior crescimento no mundo, com 400 cidades em 50 países até então e uma média de duas cidades que registram uma nova equipe cada semana.

E como funciona o jogo? Basicamente, em uma quadra poliesportiva com piso de concreto, dois times de três jogadores aguardam nas suas respectivas linhas de fundo, com rodas traseiras encostadas no limite da quadra, pés nos pedais, equilibrados em seus mallets (tacos). O árbitro aponta para um dos times e grita: – Prontos? Aponta para o outro time e grita: – Prontos? Em seguida, dispara: – Três, dois, um… polo! Assim, como cavaleiros medievais, os jogadores mais rápidos de cada time, pedalam em direção à bolinha no meio da quadra: é a primeira tacada na bola e a chance de fazer um gol logo de cara, ou simplesmente dominá-la e organizar o ataque. A partida dura 10 minutos ou termina quando um dos times marca 5 gols. Três contra três e o charme: é proibido colocar ou tocar o chão com os pés, caso isso aconteça, o jogador tem que sair do lance e tocar seu mallet em uma das extremidades do meio de campo, sinalizado por uma placa de “tap in”. À grosso modo, Bike Polo é isso: martelar uma bolinha dura (porém leve) na direção das traves do time oponente em cima de uma bicicleta sem tocar os pés no chão.

Algumas outras regras que achei no site do CNK Bike Polo:

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Acompanhei alguns jogos aqui na cidade mesmo, temos um quadra que foi construída pela associação de bike polo de Saskatoon. Tinhe gente de vários lugares, inclusive um time de estrangeiros da Austrália, EUA, e México hahaha. Muito diferente, mas confesso que precisa ter muito equilíbrio… Afinal todos estavam usando sapatilha!!

Dentre algumas curiosidades, eles mantém as bolas dentro de uma caixa com gelo, porque a quadra fica muito quente o que pode começar a derreter a bola e fica mais fácil a deformação. Então de tempo em tempo eles repõe a bola. Além disso, a maioria das bikes possuem rodas fechadas para evitar danos aos raios da bike, e também, facilitar na hora do jogo para que a bola não passe entre sua roda.

Fiquei tentada a jogar, mas acho que devo me machucar nos primeiros 10 minutos de jogo hahaha. E vocês?

 

Fontes:

http://www.cnkbikepolo.com/History-of-Bike-Polo.pdf

http://www.redbull.com/br/pt/bike/posts/1331779838482/brasil-bike-polo-blog

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Treinos |  02 de junho de 2016
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Hoje a natação foi diferente. Fomos ao lago que será o triathlon dia 26. Não gosto muito de ficar falando de tempo, de treino, etc e tal. Ainda mais perto de competição, fico mais quieta (e vocês devem ter notado pela parada no blog e insta), mas o treino de hoje foi “rir pra não chorar”. Quis compartilhar, porque não são só flores e as “fotos com a paisagem/passada mais bonita”.

Muitos devem pensar “mas que porcaria de medinho é esse que nunca passa?” Pois é, gostaria de saber também, tornaria as coisas tão mais fáceis! Mas nem foi… A foto e o lugar são lindos, mas não vou mentir, vamos aos fatos (hahaha):

Briga 1: colocar o wetsuit! Tinha me esquecido (ainda mais em um dia quente como hoje) como era difícil fazer ele vestir fácil, ágil e prático. Mas foi, com aquela ajudinha, deu tudo certo!

Briga 2: água gelada. Vocês conseguem imaginar que o lago fica aproximadamente 5 meses congelado, certo? E que ele descongelou 1 mês atras, certo? Hahaha então, hoje estava 19oC na superfície aonde a água batia na canela. Acredito que mais para dentro tava por volta dos 16/15oC.

Briga 3: água suja. A gente desacostuma com não enxergar o fundo da piscina. É meio assustador, ainda mais com a água bem marronzinha. Hahaha

Briga 4: cabelo preso no velcro. Não queira isso! Cada braçada aqueles cabelos novinhos onde a toca geralmente não cobre emaranhados ali bem no velcro do wetsuit. Hahaha

Briga 5: manter a calma. A parte mais dificil do dia. Eu queria nadar e nadar e nadar. Sair de lá logo. O que resultou em técnica ruim e respiração muito falha, cansei bastante! Algo que somente a prática irá me fazer perder o medo. (Espero)

Briga 6: treinar a saída da água. Nao simplesmente caminhando, mas fazendo o q eles chamam de golfinho. Literalmente eu parecia a Freewillie hahahahaha

Briga 7: fazer as curvas nas bóias. Facil ne? Mas na competição vão te dar caldinho, empurrar, dar soco… Tudo vale haha e lá estava eu: ultima do grupo e lutando!

Briga 8: por fim, a transição. Gente! Sério: vamos melhorar isso hen? Eu prometo! Que fiasco! Pulei na bike e quem disse que conseguia vestir a sapatilha? Segurar a bike contra o vento lateral já estava dificil com as duas mãos, já pensou so com uma? E ainda abaixada para colocar a sapatilha? Hahaha sofri.

Mas a melhor parte é: não arrumei desculpa nenhuma, do meu jeito, como pude, fui lá e fiz… e isso sim é a Melhor conquista do dia. Chegar em casa, escrever esse post, apontando todos os pontos que tenho para trabalhar nesses 20 dias.

Por fim, acabei não correndo porque amanhã tenho treino de tiro e força. Mas foi isso ai, gente! É melhor fazer fiasco em dia de treino do que na prova, né? Pois é, para evoluir não importa: tem que sofrer!

E segue o baile…

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Dicas |  10 de maio de 2016
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No dia após o duathlon tive uma oportunidade incrível de participar do que eles chamam de “bike clinic”, organizado pelo STC (Saskatchewan Triathlon Centre). Do que se trata? Basicamente é um curso (durou das 10:30 às 16:00) voltado para melhorar as habilidades na bike, das mais simples até as um pouco mais avançadas. Um trabalho parecido é desenvolvido pela Escola de Natação Primeiro Estilo para crianças e adolescentes em Guarapuava.

Você sabe como desviar obstáculos? Pular um meio fio? Sinalizar outros ciclistas sobre buracos, sujeira na pista, carro ultrapassando, etc? Como comer e tomar água durante o pedal? Como se posicionar nos diferentes tipos de subida? Que marchas usar? Como fazer curva junto a outros ciclistas? Como ficar no vácuo e se movimentar dentro do pelotão? Como fazer retornos de 180o? Como montar em desmontar da bike rapidamente? Como deixar a sapatilha presa no pedal antes da transição? E fazer a transição no menor tempo possível?

Pois é, esses foram alguns dos tópicos que trabalhamos no domingo. O grupo de, aproximadamente, 25 pessoas contava com crianças (sim, pequenos que fazem triathlon já, coisa linda), adolescentes, e adultos. A partir disso foram criados grupos que possuíam de 2 a 3 técnicos certificados e com muiiiiita experiência nas costas.

Começamos o dia com lições básicas de segurança, como sinalização de diminuição de velocidade, buracos, e sujeira na pista, também, como sinalizar “dobrar”  à direita ou à esquerda, e se há uma movimentação do pelotão à direita ou à esquerda. E inclusive: anunciar o que está por vir. Nem sempre 100% dos ciclistas estão 100% prestando atenção em todas as adversidades que podem acontecer no caminho. Como, geralmente, os pelotões são formados em uma linha reta ou então em duas fileiras, as pessoas que estão a frente tem o dever de sinalizar os companheiros que vem atrás. Não custa dizer: buraco, carro, diminui, curva, pedra, etc. E com a prática a gente começa a fazer sem perceber… E, dessa forma, também pode evitar acidentes com outros carros, motos, caminhões e, até mesmo, pedrestes.

Nesse vídeo algumas dicas de segurança no trânsito. Está em inglês mas dá para entender: Dicas de segurança no trânsito

 

Outra coisa legal que aprendemos/relembramos foi a comer e beber água em movimento, com ambas as mãos. É uma prática que parece simples, mas requer treino para que seja feita sem tensão ou pensar demais, aliás o foco é na estrada ou na prova, sendo o mínimo que queremos nos preocupar “como abrir o gel” “aonde está a garrafa”. Não precisamos olhar para o quadro para achar a garrafa de água, isso pode nos desestabilizar na bike… Assim como não precisamos parar para abrir um gel, podemos abrir com a boca mesmo e guardar o pacotinho vazio no bolso da camisa. Como exemplo, esse vídeo abaixo mostra um pouco mais de como beber e comer durante o pedal:

 

Além disso, tivemos prática de como saltar com a bike. Por que isso é importante? Nas trilhas temos muitos obstáculos, então saber como saltar, fazer o “bunny hop”, é muito útil. Já na estrada, o bunny hop é importante para subir e descer meio-fio, desviar de obstáculos, etc.

 

Como falei no último post sobre o duathlon, uma das coisas que eu Preciso muito melhorar é a transição, pois podemos ganhar segundos preciosos. Parece fácil né? Quem vai ter problemas em colocar capacete, meia, número, óculos, etc? Mas não é bem assim não hahaha E, o que mais me chamou atenção, foi em como prender a sapatilha na bike, fazer a montagem e desmontagem da bike sem problemas economiza tempo. Com a sapatilha presa ao pedal, os ciclistas saem da área de transição empurrando a bike pelo selim (sim, parece estranho mas é bem mais rápido e questão de costume), passam a linha de montagem, e pulam em cima da bike. Vestir a sapatilha fica para durante o pedal, o importante é estar em movimento. Fácil? Não! hahaha vou ter que guardar um dia da semana para treinar transição, indico fazer os treinos em algum gramado antes de sair para o asfalto. O que percebi (e já havia comentado em outros posts) é que você sempre deve treinar a ordem e deixar seus equipamentos posicionados de forma que facilite essa ordem (óculos, capacete, tênis, número, gel, tudo), e trabalhar a sua mente repetindo essa ordem, seja quando sai da natação ou está finalizando o pedal. Importante: lembrar de fivelar o capacete antes de tocar na bike e de tirar o capacete apenas quando a bike estiver no hack. Um exemplo básico de como proceder na transição:

Outras dicas legais são:

1) Observe os outros ciclistas e tente ficar distante daqueles que parecem não ter boa noção de segurança e estarem variando demais o jeito de pedalar;

2) Evite ficar acelerando e freando toda hora, tente manter uma cadência constante;

3) Nas subidas simples, abra bem o peito para ter maior contato com o ar para absorver mais oxigênio;

4) Tente não trocar marcha na coroa da frente em uma subida muito íngrime, as chances de cair a correia são grandes!

5) Não heiste subir na bike para pedalar em uma subida, mas sempre lembre de subir uma marcha, pois quando estamos nessa posição conseguimos gerar mais força;

6) Em uma descida tente relaxar o máximo possível, seja o amortecedor da bike, se movimente com ela, pois se você tiver tenso o sangue não circula bem pelo corpo, resultando em maiores sintomas de cansaço;

Das muitas coisas que falaram aquele dia, acho que é isso que gostaria de passar galera. Ótimos treinos e comecem a prestar atenção nas suas atitudes no trânsito durante o pedal, pode salvar a sua vida e do seu colega.

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