Destaque |  01 de julho de 2017
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Julho começou com a contagem regressiva para um dos triathlons mais casca grossa do Canadá o “Canada man/woman Xtreme Triathlon”. A prova presta homenagem aos primeiros canadenses que encararam e se adaptaram aos elementos da natureza, tornando as florestas de Quebec sua terra natal e meio de subsistência.

O Canada Man / Canada Woman se difere do clássico triatlo de longa distância, onde milhares de voluntários estão presentes para apoiar os atletas em cada fase. Como na vida pioneira, os atletas terão apenas a si mesmos para confiar em todas as etapas, além do suporte de sua equipe de assistência e um “melhor amigo” – o qual irá seguir o atleta durante toda a maratona que acontecerá no coração da floresta canadense.

Em poucas palavras será um curso de tirar o fôlego em meio à floresta e montanhas canadenses para completar:

* Os 3,8 km de natação começarão ao amanheces no “Lac Mégantic” (lago localizado na cidade na região de Estrie, Regionalidade Municipal do Condado de Le Granit na província de Quebec – aproximadamente 250km a leste de Montreal);
* Os 180 km de bicicleta ao longo da Route des Sommets com um ganho de elevação de 2500 m;
* Para fechar, os 42 km de corrida serão ao longo de estradas e trilhas com a linha de chegada no topo do Mont-Mégantic, com um ganho de elevação de 1.200 m, no Observatório Mont-Mégantic;

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Assim, o triathlon pode ser completado e é considerado como o mais intenso, selvagem e bonito da América do Norte.

Além da opção long distance (9 de julho), o triathlon conta com a modalidade sprint (8 de julho). Ambos podem ser realizados em equipes ou individual. As vagas são limitadas para ambas as competições e o custo é um pouco alto, sendo o Xtreme triathlon CAD$ 645.00 (individual) ou CAD$ 845.00 (time) – aproximadamente R$ 1615,00 e R$ 2115,00, respectivamente. E na modalidade sprint CAD$ 80.00 (individual) ou CAD$ 120.00 – aproximadamente R$ 200,00 e R$ 300.00, respectivamente. OBS: valores sem contar taxas.

Com certeza deve ser uma prova animal e eu ainda não estou preparada para algo nesse nível. Mas deve ser gratificante terminar uma prova dessas, o visual deve ser maravilhoso, e a superação constante a cada quilômetro de prova.

Vejam o vídeo:

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Destaque |  04 de junho de 2017
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Acredito que o esporte tem super poderes e pode mudar o mundo. E não é brincadeira. Os benefícios de uma vida ativa são inúmeros, que vão desde uma melhora no humor, como atingir objetivos que antes pareciam impossíveis (ex: pedalar de uma cidade a outra, fazer uma prova de triathlon, correr uma meia maratona, etc), ou até mesmo consiliar com a perda de peso e prevenção de doenças (ex: cardiovasculares). E, não menos importante, o esporte tem a capacidade de unir pessoas de todas as cores, religiões, e classes sociais. Um grande exemplo são as Olimpiadas – mas não vou entrar nesse assunto hoje.

Por causa de todos esses benefícios, eu e um amigo, tivemos a ideia de começar pedaladas semanais para unir e reunir pessoas com qualquer tipo de bike, condicionamento físico, e idade. Conheço varios grupos que comecaram dessa forma e deram certo, inclusive em Guarapuava, e não vi o porquê não poderia acontecer o mesmo aqui. Além disso, passamos tanto tempo dentro de casa no inverno que temos que aproveitar cada segundo do verão e tempo bom. Saskatoon e linda no verão, amanhecendo as 4:30am e anoitecendo as 10pm.

A princípio, os pedais devem ser mais curtos, com pouca elevação, em lugares com ciclovia. E com o tempo a técnica e confiança de cada um vai melhorando e seguimos para distâncias maiores, até arriscar pedais na rodovia. Todo tipo de experiência é bem vinda, não existe preconceito, e não existe amigo deixando amigo para trás.

No nosso primeiro evento fomos um pouco otimistas demais e seguimos até um lugar aqui chamado Berry Barn, que fica em torno de 18km da cidade com parada para um brunch (breakfast + lunch) e rápido pit stop na volta em uma destilaria – a Black Fox que, inclusive, ganhou premio de melhor Gin do mundo recentemente.

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Contudo, aquele sábado em especial, o conhecido vento de Saskatoon estava péssimo. Velocidade normal 40km/h e rajadas de vento 65km/h, o que tornou o passeio um pouco (bastante) mais desafiador. Hahaha Mas, por fim, parceria e parceria… Todos terminamos o percurso, cada um com seu ritmo. Foi uma troca de experiência bem legal. E espero que esse grupo so cresça e a gente consiga motivar ainda mais pessoas.

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E dessa iniciativa partirão muitas outras, como workshops sobre bikes, e quem sabe consigo mais amigos para treinos específicos de triathlon/duathlon/ciclismo? :D

O próximo evento será no dia 9 de junho. Estamos programando um pedal dentro da cidade, com um total de 20km. O ponto de saída será a universidade, seguindo pela trilha ao longo do rio, com volta pela ciclovia e chegada em um dos meus cafés favoritos de Saskatoon (o D’lish) e espero contar com ainda mais gente. Assim, conseguimos ter alguns instantes de vida ativa, comer boa comida, e dar boas risadas. Tem jeito melhor de começar um sabado?

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Provas |  29 de maio de 2017
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Acho que um número bem marcante na vida de quem corre é o 5. Se você correr em um pace 5min/km, ou seja, 12km/h de velocidade, significa um bom avanço. E digo isso porque tenho perseguido esse número por algum tempo nos 5km, depois nos 10km, e agora com foco nos 21km.

Ano passado consegui fechar sub 25 minutos nos 5km, depois sub 50 minutos nos 10km durante o triathlon. E então me machuquei. Foi como dar vários passos para trás, recomeçar toda preparação, e focar nesse número de novo, o CINCO. Parece que depois que a barreira do pace dos 5min/km é quebrada, tudo muda, tudo flui diferente.

Por fim, me inscrevi para mais uma prova curta de 10km, decidimos não arriscar uma meia maratona ainda. Como tudo esse ano no Canada remete os 150 anos do pais, a Maratona de Saskatchewan não poderia ser diferente. E uma forma legal de celebrar ne? Correndo! Na semana anterior a prova eu fiquei doente, febre, dor de garganta, sinusite, totalmente pestiada ne hahaha. Dessa forma, foi díficil fazer aqueles pequenos ajustes nos treinos, sendo que o foco era descansar e se recuperar o mais rápido possível para poder competir.

Contudo, nessas horas a gente precisa confiar no trabalho que tem sido feito até então e no poder milagroso das planilhas do coach. E foi assim, segui os treinos que pude, aliviei nos dias antes da prova e segui a risca a palavra: repouso. Pelo menos 7h de sono por noite, alongamentos, suplementação correta, tudo. E foi assim até a prova.

O percurso era plano com uma subida contra o vento matadora no final, hahaha. Também, seguimos parte do caminho em uma trilha com pedrinhas e areia – o que não ajuda muito no atrito. Mas, teimosa que sou enfiei na minha cabeca o numero 49 minutos e não parava de acelerar sempre que via o Garmin passar dos 5min/km. Focava em algumas pessoas que estavam correndo mais forte do que eu e ia. Sabe o que? Nao tem segredo. Nos últimos metros quis acelerar tudo que dava, mas quem corre sabe que uma subida no ultimo km tira a alegria de qualquer sprint final hahaha. Mas deu tudo certo, cruzei a linha de chegada para 49:20, meu melhor tempo nos 10km outdoor até hoje e com aquela sensação de “não quero parar de correr”.

No total, mais de 4 mil pessoas participaram da prova. Nos 10km era em torno de 1 mil pessoas, sendo 70% mulheres – uau né? Fiquei feliz com minha posição na categoria que é considerada forte e por 10 segundinhos poderia ter ganhado mais 5 posições. Mas estou feliz e segue mais um desafio para a próxima. No geral feminino fiquei em 21 dentre as 713 mulheres e na categoria 10 dentre as 136 mulheres.

E vocês? Também tiveram essa barreira dos 5? Para quem tiver essa barreira também, basta persistir, fazer o treinos de tiro, os mais longos, também focar em bastante fortalecimento e alongamento para evitar lesões e seguir orientação profissional.

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Provas |  11 de maio de 2017
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Nem parece, mas ja vai fazer dois anos que estou morando aqui em Saskatoon (em setembro, mas enfim hahaha). Esse ano, pela segunda vez, competi no Bridge City Duathlon… Aquela típica prova que faz a gente testar um pouquinho do que foi o off season e acordar o corpo da hibernação.

A prova possui 3 km corrida, 20 km de bike (23km pra ser mais precisa), e 3 km de corrida para fechar. Tambem tem o short course e distância kids.

Até agora foi o final de semana mais bonito do ano. Pela manhã estava uns 16 graus, mas ao decorrer do dia aumentou, no final da prova já passava dos 25 graus tranquilamente. Meu objetivo era terminar a prova sem dor e inteira, até porque no domingo eu iria correr uma prova de 10km – muitos acham que não, mas entre treino e prova tem uma diferença bem grande em desgaste.

Fiz tudo que programamos. Iniciei em um ritmo mais rápido, porém confortável, sem abusar do corpo, porque teria que sobrar para a bike a ainda corrida. Acabei fechando uma (inédita) media de 4:45min/km. Segui para a transição, esse ano com a sapatilha na bike já treinando para as provas de triathlon. Na bike foram 4 voltas de pouco mais de 5km, com uma subida que para Saskatoon é imensa, e um ventinho básico na diagonal que foi único na parte que poderíamos ganhar o que perdemos na subida. Mas mesmo assim deu para fechar uma boa média (29km/h). Antes da transição tinha uma subida que deixou as pernas tensas para a corrida… mas elas soltaram já nos primeiros 500m de corrida. Acabei reduzindo no final por dores no joelho, mas ainda assim terminei abaixo do esperado. Mas na verdade deve ter sido porque no day off pré prova eu decidi ir jogar tênis e pedalar hahaha

Cruzar a linha de chegada é sempre uma vitória e uma alegria que não cabe. O melhor resultado é vencer a gente mesmo, é acordar cedo em um final de semana para fazer o que a gente ama, é rever amigos, e se desafiar para a próxima.

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Mas para quem gosta, terminei em 1:16, em terceiro lugar geral feminino e primeiro lugar na minha categoria. Um resultado legal, tirando mais de 3min do meu tempo em relação ao ano passado. E a certeza que estamos no caminho certo para a recuperação e novos desafios. Ninguém consegue nada sozinho, é um trabalho de muita paciência do coach para nossas planilhas que muitas vezes faltam, ou sobram.

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Provas |  09 de maio de 2017
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Poucos dias para o esperado IM Florianópolis a grande festa do Ironman brasileiro que será dia 28 de maio de 2017. Para quem não está muito por dentro, o Ironman é uma prova em que atletas (guerreiros) completam 3.8km de natação, 180km de bike, e 42km de corrida. Dentre os profissionais façam suas apostas:

No femino, 3 atletas brasileiras vão disputar a prova, dentre elas Bruna Mahn, Carol Furriela, Mari Andrade. Como sabemos, infelizmente, Ariane vai ficar fora da prova esse ano devido a um acidente de bike. A vencedora da edição 2016 (e ainda record 8h54m11s) e vice em 2015, Elizabeth Lyles, não está no start list dos profissionais.

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Dentre os homens, teremos 12 atletas brasileiros – Bruno Matheus, Fabio Carvalho, Felipe Manente, Felipe Santos, Frank Silvestrin, Guilherme Manocchio, Igor Amorelli, Luis Ohde, Luiz Ferreira, Reinaldo Colucci, Thiago Vinhal, e Vinicius Canhedo.

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Em relação ao Canadá, merece destaque o Mcmahom que ganhou a prova no ano passado. O melhor brasileiro na prova de 2016 foi Fábio Carvalho, campeão do 70.3 de Foz do Iguaçu em 2014, com o sexto lugar. Também, mais uma vez contaremos com a presença do Tim Don, ele ficou em segundo na edição 2016.

Façam suas apostas, mandem energia positiva. Esse ano vamos ter muitos atletas de Guarapuava fazendo a prova pela primeira vez, ou voltando a participar dessa festa. Foco nos útlimos treinos, galera!!

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