Dicas |  14 de maio de 2017
bikeshop

Nós sabemos que uma hora ou outra vamos estar no meio do pedal, seja na trilha ou asfalto, e algum imprevisto com a bike vai acontecer. Dependendo das condições, caminhar até em casa, depender de sinal de celular, ou pedir socorro nem sempre é possível. É preciso, portanto, que ciclistas saibam peças básicas e fundamentais para 1) fazer uma mini revisão preventiva em casa; e 2) poder se livrar de alguns imprevistos que podem acontecer durante o pedal.

Ao escolher e montar seu kit algumas dicas podem ser seguidas:

1. Ser realista com os trabalhos que você irá realizar em casa sozinho ou durante o pedal. Não tem o porquê gastar dinheiro extra com um grande número de ferramentas se o máximo que você vai fazer é trocar e remendar pneus, lubrificar, e fazer leves ajustes que um jogo de chaves Allen podem dar conta.

2. Assim que decidir as ferramentas que precisa, é recomendado comprar as ferramentas de melhor qualidade que puder bancar. É a velha história do “barato sai caro”, as ferramentas devem ser vistas como um investimento e essenciais para o funcionamento da sua bike. Com o tempo elas podem entortar, quebrar, deformar, e até danificar a bike.

3. Caso não encontrar um kit que se adeque às suas necessidades, compre sua própria caixa de ferramentas e comece seu kit do zero – ainda mais se manter foco nos itens 1 e 2.

4.Para quem é mais chato com isso, ter uma caixinha de luvas latex no seu kit pode ajudar durante o trabalho e irá manter suas mãos limpas.

Kit básico:

kitbasic

Um kit básico é para aquela pessoa que vai para o pedal e não quer passar sufoco quando furar o pneu, ou regular o selim, freios, alguns pequenos ajustes. Basicamente levaria esses itens:

– Bolsa de selim – tamnho que caiba pelo menos 2 câmaras;

– Canivete Multitool ou Multiferramenta – Vem com tamanhos específicos de chaves Allen (padrão de bike), além de chave Philips, de fenda, e torqx. Ou algumas ainda mais completas que trazem chaves de raio e chave de corrente. Escolha uma de boa qualidade, que não quebre. Dê preferência às feitas de inox, pois não enferrujam. Eu uso o da Lezyne 12 Multi tool;

– Espátula resistente – sempre é bom fazer um teste em casa, montar e desmontar alguns pneus, para ver se não vai te deixar na mão;

– Kit remendo de pneu – existem várias marcas e modelos, uso um da Park Tool, parece funcionar bem. Vale verificar periodicamente o estado da cola, pois com o tempo elas evaporam e ressecam;

– Mini bomba de pneu ou CO2 – bom ter os dois, mas os CO2 são bem mais práticos e ocupam menos espaço, porém podem ser utilizados apenas 1x. Para as bombas vale verificar a pressão máxima q elas atingem, por exemplo, se você tem uma road bike não adianta comprar uma bomba que enche até 80psi. Clique aqui para um review sobre bombas, CO2, e mini bombas.

– Câmara extra – verifique o tamanho dos pneus e verifique se elas estão sem furos ou danos periodicamente;

 

Kit Intermediário:

park tool

A foto é só um exemplo das ferramentas que podem compor o kit, sendo que faltou na foto a bomba de suspensão (para pessoal do mtb) e torquímetro (indispensável na hora de apertar componentes delicados de carbono). Na internet ele custa em média R$ 599,00 (Mercado Livre), mas comprando a parte cada ferramenta é possível montar ele por menos.

– Jogo completo de chaves Allen;

– Tudo em um chave de pedal, corrente, e extrator de cassete (se usar adaptardor): quanto maior for o cabo, mais fácil a remoção dos pedais;

– Chave de fenda normal;

– Limpador de corrente: pode ser uma escova como a da foto ou aquele sistema que pode ser acoplado ao pedal;

– Chave de raio – pode ser comprada para diferentes tamanhos e em diversos formatos;

– Diferentes tamanhos de chave de boca (pode usar chave inglesa também) – 13/14mm; 15/16mm; and 17/18 mm;

– Saca corrente – para correntes de road ou mtb 7 a 12 velocidades;

– Kit remendo – com ou sem cola, dependendo da preferência de cada pessoa. Também selante para quem usa pneus tubeless;

 

Kit Avançado:

O kit avançado pesa mais em todos os sentidos e dá para ter um bike shop em casa, praticamente. Alguns kits podem passar dos 5 mil reais. Seguem dois exemplos de um kit para profissionais, um deles até com banqueta. Acho que é meio demais para mim e não me vejo chegando a tal nível hahaha.

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Esse é o “Park Tool EK-1 tool kit” que possui um preço intermediário entre os kits avançados. Ele foi avaliado pelo site Bike Radar (só clicar aqui que para mais informações). O kit possui mais de 35 ferramentas e é indicado para profissionais e mecânicos de equipes de ciclismo.

master-park-tool

Esse é o kit que levaria você para “outro nível” de conhecimento. Acredito que nem muitos bike shops possuam tantas opções de ferramentas hahaha. O modelo da Park Tool BMK-254 é um conjunto completo de ferramentas (mais de 254) de nível profissional, equipamentos, lubrificantes, medidores e acessórios. 

Uma sugestão também seriam os bike stand (para facilitar o trabalho na bike) e bomba de pé (para pressão mais precisas no pneu). Além disso, lubrificantes, desingraxantes, etc, são importantes na manutenção da bike e devem ser escolhidos de acordo com preferência e necessidade.

Espero que tenha ajudado mais do que enchido a cabeça de dúvidas. Aos poucos cada ciclista vai montando sua própria oficina, de acordo com a necessidade. Eu comecei com metade do kit simples haha hoje possuo algumas ferramentas que posso começar a me enquadrar no intermediário, o que é suficiente para fazer tudo que sei e me disponho em casa.

 

 

 

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Dicas |  10 de abril de 2017
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Gente, quanto tempo, né? Tem sido muito corrido com treinos e doutorado, então é preciso priorizar um pouco algumas coisas. Tive a oportunidade de participar de um workshop aqui em Saskatoon super legal e custando pouquíssimo ($10.00).

O workshop chama “Do-It-Yourself Bicycle Tune-up” e foi oferecido pela Bridge City Bycicle Co-op (BCBC), falei deles aqui no blog já ano passado. Para quem não lembra, a BCBC é uma é uma organização sem fins lucrativos que fornece espaço, ferramentas, peças e voluntários para ajudar as pessoas a aprender a manter suas próprias bicicletas ou as construí-las. Isso mesmo, se você pagar a anuidade ($20), pode ir até o local e utlizar, além da ajuda deles, todos os equipamentos para arrumar ou trabalhar em sua bike (seja bike stand, ferramentas, bombas, etc). Além disso, eles ajudam e fazem doações de bike às pessoas sem muitas condições, o que é muito legal. Inclusive, organizam o que chamam aqui de “garage sale” vendendo algumas das bikes que são doadas ou compradas por valores baixos para usar o dinheiro a favor da organização.

O foco do workshop foi apra ciclistas do dia a dia, como eu e tantos outros, aprenderem um pouco mais do funcionamento da sua própria bike e, também, como poder fazer sua manutenção – para que um problema simples não vire algo mais grave (e caro!). Como vocês sabem, a mão-de-obra aqui é bem cara para esses tipos de serviços e, muitas vezes, pode levar alguns dias – com o verão chegando a procura pelos bike shops aumenta muito aqui. Além disso, quem quer ficar sem bike por alguns dias na estação mais maravilhosa do ano? Eu não! haha

Devo dizer para vocês que pessoal aqui é bem desapegado com limpeza e manutenção das bikes. Mas essa mania de limpeza eu não abro mão e até gosto. Fuscão está sempre brilhante e sorridente hahaha.

IMG_5887

Dentre os tópicos:

– Noção de ferramentas necessárias para ajustes básicos na bike (allen, torx, chave de boca, adaptador de válvula, etc);

– Verificação da pressão nos pneus e diferenças de bombas/válvulas (bem básico, mas tem gente que não sabe);

– Verificação dos raios da bike e ajuste;

– Verificação e ajuste do guidão, ajuste e troca de parafusos, e freios (muita gente roda por ai com a bike “frouxa”, prestes a soltar o guidão, ou sem freio por falta dessa pequena atenção);

– Limpeza de corrente, cassete, pedais, etc (eles usaram mais o WD-40 e um produto especial para remover lubrificante);

– Ajuste cabo de tensão de freios;

– Ajuste básico de câmbio (dianteiro ou traseiro, ajustando tensão, distância, etc – solucionando problemas básicos como corrente que cai com troca e/oubarulho ao trocar marcha);

– Ajuste dos trocadores (ajustando a tensão para uma troca mais tranquila das marchas);

– Após todos os ajustes e limpeza, eles deram uma breve noção sobre tipos de lubrificante mais comuns para bike (seco ou úmido) e como ou quando fazer a lubrificação;

– Por fim, o selim foi ajustado (acreditem, muita gente tem o selim frouxo hahaha) e, também, os pedais verificados (lubrificação e se estão no lado certo);

Queria poder explicar cada parte do workshop que durou ~3h. Olha, muita coisa eu já sabia por procurar sempre arrumar meu problema com bike em casa ou na estrada mesmo, mas é ótimo sempre relembrar e conhecimento NUNCA é demais. Além disso, o valor que pagamos foi simbólico. Fica a ideia para quem quiser fazer algo diferente, workshops sempre são uma ótima maneira de trocar conhecimento e conhecer novas pessoas.

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Dicas |  24 de fevereiro de 2017
bike

Cada dia mais a bike tem sido adotada como meio de transporte entre as mais diversas profissões. Aqui em Saskatoon vejo gente com todos os tipos de bikes e roupas pedalando, o que é muito bacana. Contudo, algumas pessoas usam como fator limitante para utilizar a bike ter que vesti a roupa de pedal e então chegar ao trabalho e trocar de roupa, por exemplo. E, também, torna-se pouco confortável ou atrativo utilizar, por exemplo um terno, para pedalar.

Vi uma invenção que vai mudar um pouco esse conceito, aumentando a praticidade e segurança dos homens que precisam utilizar terno para trabalho e não largam mão de pedalar. Em vez dos shorts Lycra e camisetas apertadas comumente associadas com ciclistas, Owen Scott está oferecendo uma alternativa bem interessante para o empresário ciclista. Inspirado no Tour de France, Owen Scott Bespoke Tailors projetou um traje de ciclismo único para levar o ciclista de bicicleta sem se preocupar com a roupa para sala de reuniões.

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O revestimento do terno é o amarelo famoso da camisa do líder do Tour de France, com bolsos do casaco, colarinho, e barra da calça que podem ser dobrados para mostrar o amarelo fluorescente aumentando a visibilidade do ciclista na estrada.

Não apenas focando na visibilidade, o terno revolucionário possui algumas características práticas necessárias também, como a cava mais baixa para permitir o alcance extra do braço, e tem um sistema “built-in action” nos ombros que garante um maior conforto ao pedalar. Já a calça é mais estreita visando segurança do cicliclista.

Captura de Tela 2017-02-24 às 16.21.41

Sgundo diretor da Owen Scott, eles foram inspirados pela grande competição que é o Tour de France e com tantos homens de negócios optando pelas suas bikes. Dessa forma, eles procuraram projetar algo que combinasse com estilo de vida ativo, que fosse inteligente, contemporâneo e pudesse levar esse público diretamente para o ambiente de escritório. Além disso, o tecido utilizado foi construído para resistir ao desgaste em extremos de calor e umidade, mantendo sua forma perfeitamente, além de ser alinhado para a respirabilidade e conforto, com um fecho de botão para proteção contra o vento. E é terminado com “Nanobloc”, que forma uma resistência da mancha em torno das fibras do tecido, significando a sensação de maciez do pano não é comprometida. Ainda, está disponível em 36 cores diferentes, sendo que estima-se entrega do terno em quatro ou cinco semanas pós-encomenda e o preço médio é em torno dos $800.00.

E aí, será que a moda pega?

 

Fontes:

http://www.dailymail.co.uk/femail/article-2704495/The-bespoke-suit-cycling-businessman-A-Lycra-free-journey-bike-boardroom.html

http://www.viralspell.com/with-this-suit-you-can-cycle-from-your-suburb-straight-into-the-boardroom-and-not-look-out-of-place/

http://www.bbc.com/news/uk-england-leeds-28483617

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Equipamentos |  15 de fevereiro de 2017
movamais

Chegou a hora de um pouco mais de reconhecimento – além da satisfação, desafio pessoal, e qualidade de vida que o esporte nos traz. O preço das passagens pesa muito na hora de escolher o destino em que vamos competir. Mas aí vai uma ajudinha: quem não quer fazer aquela prova lá na Europa, ou na Austrália, ou nos EUA, usando pontos gerados pelos própios treinos? Agora o fato de correr/pedalar/nadar pode te deixar mais perto dessas provas. Como? Os quilômetros rodados + frequência de treinos + participação de desafios podem gerar pontos para troca de passagens e afins. É sério? SIM!!!!

E essa facilidade tem nome: Heartbit (antigo Movamais). Basicamente você baixa o aplicativo no site ou app store do seu celular, faz o cadastro (pode utilizar a conta do Facebook), conecta aos aplicativos de corrida/pedal aceitos (eu uso o Strava), e é só pontuar. Abaixo um esqueminha bem explicativo que copiei do site deles:

Captura de Tela 2017-02-22 às 12.12.45

O app lembra você de fazer exercícios para não quebrar o combo (cada dia de atividade física em sequência realizado, mais pontos você acumula). Também, dispões de desafios, como o desafio do Folião, que você pode acumular até 600 pontos extras para atividades entre 19 de fevereiro e 04 de março (Figura abaixo). Mas toda a atividade acumula? Dentre os requisitos é que você se exercite por, pelo menos, 15min diários em atividade que marque o trajeto (GPS ligado). Além de tudo incentiva pessoal para treinar na rua, né?

folião

Agora adicionaram ao app, também, alguns anúncios que se vistos liberam pontos para os usuários. Os pontos gerados podem ser convertidos a pontos Multiplus, ou seja, a cada 100 pontos no Heartbit 10 pontos Multiplus podem ser gerados – debitados em até 15 dias úteis quando convertidos.

São muitas maneiras de ganhar e fazendo o que a gente mais gosta: treinar e competir! Quem vai perder?

http://movamais.com/

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Dicas |  22 de janeiro de 2017
garmin

Todos sabemos que, felizmente, a tecnologia tem evoluído com os atletas (e muito). E nesse papo de evolução incluo os relógio, que de smartwatches a simples cronômetros nunca estiveram tão completos. Abrindo o app do Garmin já podemos em uma sincoronizada saber como dormimos, quantos passos fizemos, quantas calorias ainda podemos comer, e ainda com dicas de como melhorar seu dia. Ou quando envia mesagens incentivadoras ou puxando orelha, falando que você está se movendo menos que a média. Ou, então, não precisa nem pegar o celular, o próprio relógio já dá dados de como estão seus batimentos cardíacos nas últimas 4 horas, sua última atividade, o tempo, calendário, notificações,… uma lista e tanto! Até contagem regressiva para uma prova importante dá para colocar, uia.

E é engraçado como ficamos dependentes desses pequenos aparelhos, tão leves e indefesos, hahaha e como eles podem dizer tanto sobre nós. Quer ver? Chegue em um treino e olhe ao redor, ou melhor, aos pulsos ao redor haha Se você fizer triathlon, com certeza verá pessoas com 910xt, 920xt ou 735xt, e com certeza o papo sobre Ironman, aquela nova bike da marca X, ou o atleta tal… vai Bommmbaaar! É tipo um amor a primeira vista! hahaha Ou tem aquele cara que usa apenas um cronômetro, um G-Shock, que é o Cara da pista, old school. E vai fazer os paces de olhos fechados. Nas mais diversas tribos dentro dessa imensa tribo dos atletas, nos entendemos, não é mesmo? hahaha. Além disso, quem nunca atrasou para o treino por estar dando aquela carguinha no Garmin que atire a primeira pedra! Hahaha

Aí você se acostuma, ainda mais no treino, tendo tantos feedback momentâneos. É pace, batimento cardíado, oscilação, tempo, tempo por volta, nível de esforço do Strava, e por aí vai… E o que acontece, então? Como todo equipamento o tal Garmin pára de funcionar do nada, ou você vende para comprar um modelo melhor, e pensa: “E agora José?”.

Bom, passei quase 20 dias sem meu Garmin. Confesso que além da marca eterna no pulso (imaginem que até no inverno do Canadá ela existe) mais presente que uma tatuagem, fica uma marca no nosso coração! hahahaha Cada treino é um aperto no peito, é como se nunca tivessemos corrido ou pedalado. Mas como toda experiência existem os dois lados. Enquanto todo esse feedback é sensacional se bem usado e monitorado, ficar sem também pode trazer outras maneiras de evolução. Como? Sem o relógio ficamos mais atentos aos sinais do nosso corpo, entendendo pace, nível de esforço, até mesmo conseguimos medir tempo para cada rota que pretendemos fazer. E isso ajuda muito, pois todos estamos sujeitos a no meio de uma competição o relógio parar… E aí? Vai parar a prova? Como vai acompanhar teu corpo?

Pois bem, fui nadar e não conseguia mais contar as repetições que nem antes. Também me bati para usar aquele relógio de minuto, sabe? Com 4 ponteiros um de cada cor correndo a cada 15 segundos – tenso! Ou então aquele Strava que dá bug e não marca o treino, ou então que na esteira não funciona direito. E o pedal na bike indoor, sem saber velocidade e cadência? Socorro! Esse desespero foi passando e me acostumei conforme os dias passaram.

E sabe a parte boa? Peguei meu relógio novo essa semana (sim, um 735xt) e nem fiquei olhando muito. Vi que estava viciada mesmo nessa coisa de checar toda hora tudo, sincronizando infinitas vezes por dia, controlando tudo. A gente pode fazer um longo sem relógio, tentem usar a técnica para treinos que não são decisivos na semana para fazer o teste, vão gostar dos resultados e aumentar cada dia mais o autoconhecimento e entendimento para o esporte.

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