Destaque |  15 de junho de 2017
Erdinger-chegada

Em meio a tantos treinos, tantos quilômetros, muita gente sabe que eu não abro mão da minha cervejinha semanal. Amor que começou desde meu primeiro ano de faculdade quando ainda existiam poucas marcas de cerveja artesal e a variedade de cerveja importada era pouca ou de difícil acesso – ainda mais para quem mora em uma cidade no interior como eu. Mas, como todo mundo sabe, o ácool pode ser um pouco prejudicial ao rendimento, especialmente, no esporte. Existem muitos estudos sobre a ideia de “tomar uma cervejinha” após o treino e seus efeitos. Alguns são positivos, dizendo que a cerveja tem um poder anti-oxidante que pode ajudar na recuperação e também grande quantidade de água que ajuda na hidratação; outros indicam que a cerveja por conter álcool provoca a desidratação e também liberação de composto “tóxicos” – não, gente, ninguém vai morrer por tomar uma cervejinha, toda calma nessa hora!

Mas, para aqueles que são bem caxias e gostam do 8 ou 80 – ou toma 1 caixa ou não toma nenhuma haha – a boa notícia é que a indústria de bebidas tem evoluído e se aperfeiçoado bastante para atender ao paladar do consumidor. E por conta disso hoje há várias marcas disponíveis no mercado das cervejas sem álcool.

Mas como assim: SEM ÁLCOOL? Eu sei, sempre tive um pouco de preconceito. Mas a vida dá voltas haha e hoje estou tomando uma medicação que não permite que eu beba – ou melhor, é aconselhável não beber. E adivinha? Tive que cerder, afinal, parecia que Todo o mundo a minha volta estava abrindo uma cerveja ao mesmo tempo hahaha No Brasil, a legislação prevê que para ser considerada não-alcoólica a bebida pode ter, no máximo, 0,5% de ABV.

Uma outra vantagem é a baixa caloria da bebida, por exemplo, uma pilsen com álcool tem em média 50 kcal a cada 100 mL (aproximadamente 180kcal por Long neck de 355 mL), já uma cerveja sem álcool possui, geralmente, a metade dessas calorias. Contudo, possuem uma maior quantidade de carboidratos (praticamente o dobro).

Para facilitar um pouco, fiz uma seleção de algumas cervejas mais conhecidas, brasileiras e importadas. Particularmente, as nacionais eu não provei (acho que só a Brahma) e aqui no Canadá temos mais acesso às importadas por um preço bem acessível e podendo comprar no Mercado :D (sim bebida alcoólica aqui só é vendida em lojas próprias para bebidas alcoólicas)

NACIONAIS

Brahma 0.0% - É considerada a melhor cerveja nacional, cor clara, sabor mais adocicado. Ela passa por um processo de retirada do álcool no final do processo de produção. Preço R$ 2,50 a R$ 3,00. Disponível em lata e long neck.

Itaipava 0,0% – Outra opção nacional sem álcool é a Itaipava 0,0%. Segundo avaliador top 500 do site Brejas: apresenta com tonalidade amarela, translúcida, média formação de espuma, de curta duração. O aroma (bem discreto) remetem a cereais. Corpo levíssimo, Amargor bem leve, dulçor não percebido, carbonatação alta. Drinkability média pra baixa. Não é a porcaria que eu estava esperando. Gostei do: “Num dia bem quente, estando bem gelada até vai”. Preço: R$ 2,50 a 3,50. Disponível em lata e long neck.

Nova Schin 0.0% – Segundo o site da Brasil Kirin, “no Concurso Internacional Beer Challenge, a Schin Zero Álcool recebeu uma medalha de bronze, entre 630 participantes de 30 países diferentes, das categorias 0% e 0,05 álcool.” Porém eles não especificam o ano em que isso ocorreu. Preço: R$ 2,09.

Bavaria 0,0% - Versão sem álcool da brasileira Bavaria, essa cerveja promete manter o sabor e o aroma da original com uma receita exclusiva. Preço R$ 2,45. Disponível em lata.

INTERNACIONAIS

São muitas e estão bem mais acessíveis no Brasil agora tendo uma grande variedade de marcas de vários países – como Alemanha, Espanha, e EUA. As internacionais eu tenho um pouco mais de conhecimento por estar tomando agora aqui no Canadá. As que experimentei foram: Erdinger Alkoholfrei, Beck’s Non-alcoholic, Budweiser non- alcoholic, e Grolsch non-alcoholic.

Beck’s Non-Alcoholic: A Beck’s é uma cerveja alemã com ABV de 0.3%. Na minha opinião ela lembra uma cerveja um pouco mais amarga, no estilo Heineken. Bastante refrescante e chega muito próximo a uma cerveja com álcool. Preço: CAD$ 3,00. Disponível em long neck 330 mL.

Grolsch Non-alcoholic: É uma cerveja holandesa com sabor distindo atenuado de lúpulo e refrescante. É produzida com um novo tipo de fermento que para a produção de álcool durante a fermentação. Assim, resulta em uma cerveja premium com paladar muito semelhante a Grolsch Premium Lager. Além disso, possui 24 kcal por 100 mL. Particularmente gostei bastante, achei mais carbonatada que a Beck’s e faz uma espuma um pouco mais volumosa, mas que demora pouco tempo para baixar. Preço: CAD$ 6,00. Disponível em latas de 457 mL.

Paulaner Hefe-Weiss Alkoholfrei – É a versão sem álcool de um clássico das Weizenbiers alemãs, a Paulaner Hefe-Weiss Alkoholfrei. A cerveja de trigo é leve, turva, frutada – mantendo os aromas de cravo e banana esperados do estilo. Além disso, é sutilmente amarga, sendo que nenhum conservante artificial é utilizado. Ideal para refeições leves como peixes, aves e saladas. Preço R$ 24,00 a 28,00. Disponível em garrafa 500 mL

Erdinger Alkoholfrei – É uma das mais conhecidas cervejas sem álcool no mercado, a Erdinger Alkoholfrei é uma Weissbier alemã. Ela possui 0,4% de ABV, é turva e possui aromas que lembram cereais cozidos. Devido às suas características isotônicas, essa cerveja é usada por algumas pessoas após atividades físicas. Aliás, são patrocinadores de provas como o Ultraman e também o 5150 do Ironman (prova que fiz ano passado). Preço: R$ 18,00 (long neck 355 mL) e R$ 20,00 (lata 500 mL). Aqui o preço dela nos bares (não encontre no mercado ainda) é na faixa dos CAD$ 6,50.

Estrella Galicia Sem Álcool – A Espanha é um dos países que mais consomem cervejas sem álcool no mundo. A cerveja é elaborada através da desalcoolização da cerveja Estrella Galicia tradicional.Sua coloração é âmbar claro, e percebe-se no paladar o amargor característico. É uma cerveja refrescante, com leves notas cítricas, mantendo o aroma e o corpo da cerveja com álcool. Preço R$

Clausthaler Classic – Essa ainda não provei, mas está na minha lista. É  uma alemã considerada uma das melhores Lagers sem álcool do mundo. É uma bebida com sabor muito próximo das tradicionais do país e segue a Lei de Pureza da Cerveja Alemã em sua fabricação. A bebida também tem versões com adição de sucos de frutas como limão e laranja, com 0,2% de ABV. Preço R$ 13,90, aqui encontro na média de CAD$3,00. Disponível em long neck de 330 mL.

Budweiser Prohibition Brew: O Canadá foi o primeiro país a receber a versão sem álcool da Budweiser Prohibition Brew. Segundo a marca, a nova opção é indicada para almoços de trabalho e para quem é selecionado como motorista da rodada. Eles prometem que a cerveja tenha o mesmo gosto da versão com álcool, porém, achei muito distante. Além de ser bem doce e com um after taste esquisito. Preço: CAD$ 3,00. Disponível em latas 350 mL.

 

Com certeza existe uma grande variedade no mundo das cervejas sem-álcool, porém, não consigo fazer um reunindo todas as marcas.

Ainda, para quem quer beber cerveja com baixa calorias existem opções como a Skol Ultra que já fiz um post sobre (confere aqui).

Por fim, a minha opinião?! Depois de nadar por 30min, pedalar por 2 horas, correr 1 hora e ter seguido o planejamento de suplementação e hidratação… Uma cervejinha não vai matar ninguém, né?! Assim como um chocolate no dia de crise ou tpm, ou o morango com leite condensado na transição de um pedal pesado para a corrida. Contudo, se você estiver dirigindo ou tomando alguma medicação, realmente, tomar uma cervejinha sem álcool ainda mata as “bichas”no estômago e faz você ficar de bem com o volante ou tratamento.

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Dicas |  07 de junho de 2017
playlist

Galerinha, revirei minhas músicas aqui no laptop e fiz uma playlist bem delicia.

Estou preparando uma nova de corrida, também com musicas das antigas, acredito que logo posto :D Espero que gostem!
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Dicas |  14 de maio de 2017
bikeshop

Nós sabemos que uma hora ou outra vamos estar no meio do pedal, seja na trilha ou asfalto, e algum imprevisto com a bike vai acontecer. Dependendo das condições, caminhar até em casa, depender de sinal de celular, ou pedir socorro nem sempre é possível. É preciso, portanto, que ciclistas saibam peças básicas e fundamentais para 1) fazer uma mini revisão preventiva em casa; e 2) poder se livrar de alguns imprevistos que podem acontecer durante o pedal.

Ao escolher e montar seu kit algumas dicas podem ser seguidas:

1. Ser realista com os trabalhos que você irá realizar em casa sozinho ou durante o pedal. Não tem o porquê gastar dinheiro extra com um grande número de ferramentas se o máximo que você vai fazer é trocar e remendar pneus, lubrificar, e fazer leves ajustes que um jogo de chaves Allen podem dar conta.

2. Assim que decidir as ferramentas que precisa, é recomendado comprar as ferramentas de melhor qualidade que puder bancar. É a velha história do “barato sai caro”, as ferramentas devem ser vistas como um investimento e essenciais para o funcionamento da sua bike. Com o tempo elas podem entortar, quebrar, deformar, e até danificar a bike.

3. Caso não encontrar um kit que se adeque às suas necessidades, compre sua própria caixa de ferramentas e comece seu kit do zero – ainda mais se manter foco nos itens 1 e 2.

4.Para quem é mais chato com isso, ter uma caixinha de luvas latex no seu kit pode ajudar durante o trabalho e irá manter suas mãos limpas.

Kit básico:

kitbasic

Um kit básico é para aquela pessoa que vai para o pedal e não quer passar sufoco quando furar o pneu, ou regular o selim, freios, alguns pequenos ajustes. Basicamente levaria esses itens:

– Bolsa de selim – tamnho que caiba pelo menos 2 câmaras;

– Canivete Multitool ou Multiferramenta – Vem com tamanhos específicos de chaves Allen (padrão de bike), além de chave Philips, de fenda, e torqx. Ou algumas ainda mais completas que trazem chaves de raio e chave de corrente. Escolha uma de boa qualidade, que não quebre. Dê preferência às feitas de inox, pois não enferrujam. Eu uso o da Lezyne 12 Multi tool;

– Espátula resistente – sempre é bom fazer um teste em casa, montar e desmontar alguns pneus, para ver se não vai te deixar na mão;

– Kit remendo de pneu – existem várias marcas e modelos, uso um da Park Tool, parece funcionar bem. Vale verificar periodicamente o estado da cola, pois com o tempo elas evaporam e ressecam;

– Mini bomba de pneu ou CO2 – bom ter os dois, mas os CO2 são bem mais práticos e ocupam menos espaço, porém podem ser utilizados apenas 1x. Para as bombas vale verificar a pressão máxima q elas atingem, por exemplo, se você tem uma road bike não adianta comprar uma bomba que enche até 80psi. Clique aqui para um review sobre bombas, CO2, e mini bombas.

– Câmara extra – verifique o tamanho dos pneus e verifique se elas estão sem furos ou danos periodicamente;

 

Kit Intermediário:

park tool

A foto é só um exemplo das ferramentas que podem compor o kit, sendo que faltou na foto a bomba de suspensão (para pessoal do mtb) e torquímetro (indispensável na hora de apertar componentes delicados de carbono). Na internet ele custa em média R$ 599,00 (Mercado Livre), mas comprando a parte cada ferramenta é possível montar ele por menos.

– Jogo completo de chaves Allen;

– Tudo em um chave de pedal, corrente, e extrator de cassete (se usar adaptardor): quanto maior for o cabo, mais fácil a remoção dos pedais;

– Chave de fenda normal;

– Limpador de corrente: pode ser uma escova como a da foto ou aquele sistema que pode ser acoplado ao pedal;

– Chave de raio – pode ser comprada para diferentes tamanhos e em diversos formatos;

– Diferentes tamanhos de chave de boca (pode usar chave inglesa também) – 13/14mm; 15/16mm; and 17/18 mm;

– Saca corrente – para correntes de road ou mtb 7 a 12 velocidades;

– Kit remendo – com ou sem cola, dependendo da preferência de cada pessoa. Também selante para quem usa pneus tubeless;

 

Kit Avançado:

O kit avançado pesa mais em todos os sentidos e dá para ter um bike shop em casa, praticamente. Alguns kits podem passar dos 5 mil reais. Seguem dois exemplos de um kit para profissionais, um deles até com banqueta. Acho que é meio demais para mim e não me vejo chegando a tal nível hahaha.

EK-1_001

Esse é o “Park Tool EK-1 tool kit” que possui um preço intermediário entre os kits avançados. Ele foi avaliado pelo site Bike Radar (só clicar aqui que para mais informações). O kit possui mais de 35 ferramentas e é indicado para profissionais e mecânicos de equipes de ciclismo.

master-park-tool

Esse é o kit que levaria você para “outro nível” de conhecimento. Acredito que nem muitos bike shops possuam tantas opções de ferramentas hahaha. O modelo da Park Tool BMK-254 é um conjunto completo de ferramentas (mais de 254) de nível profissional, equipamentos, lubrificantes, medidores e acessórios. 

Uma sugestão também seriam os bike stand (para facilitar o trabalho na bike) e bomba de pé (para pressão mais precisas no pneu). Além disso, lubrificantes, desingraxantes, etc, são importantes na manutenção da bike e devem ser escolhidos de acordo com preferência e necessidade.

Espero que tenha ajudado mais do que enchido a cabeça de dúvidas. Aos poucos cada ciclista vai montando sua própria oficina, de acordo com a necessidade. Eu comecei com metade do kit simples haha hoje possuo algumas ferramentas que posso começar a me enquadrar no intermediário, o que é suficiente para fazer tudo que sei e me disponho em casa.

 

 

 

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Dicas |  16 de abril de 2017
Hemelswater2

Sempre me impressiono com projetos “amigos do meio ambiente” ou que reutilizem resíduos, o que seria disperdício – meus projetos de Iniciação Científica foram nesse sentido, inclusive. Chama ainda mais atenção se é um projeto legal envolvendo cerveja, né? Um amorzinho que bate forte no meu peito hahaha. Pois é meus amigos, a notícia não é tão nova, mas achei interessante: um projeto holandês para fabricação de cerveja utilizando a água da chuva.

beer-rain1

Praticamente um sonho: uma cerveja que (por um detalhe) quase cai do céu! hahaha Como diz a figura “feita no paraíso”. Brincadeiras a parte, a Holanda tem um período de chuvas bem acentuado e o governo possui programas de incentivo ao aproveitamento dessa água. Com essa “desculpa” um grupo de empresários viu uma oportunidade para fazer negócio e, o melhor, cerveja. O nome da cerveja? Hemelswater – água da chuva em holandês.

O lançamento (em 2016) foi na cervejaria De Prael, em Amsterdã, em que amantes de cerveja compareceram para uma degustação gratuita de Hemelswater: code blond (inspirada nas cores dos avisos meteorológicos holandeses), abv 5,7%,  produzida com água de chuva ultrafiltrada, cevada e trigo orgânicos, lúpulo e levedura. Sengundo o co-fundador Hoebe, a Hemelswater é uma blond amarga, como uma IPA, frutada e suave.

Como foi feito o projeto: Hoebe, juntamente com um grupo de quatro estudantes e um pesquisador da iniciativa de desenvolvimento de inicialização Medialab Amsterdã, configurou dois tanques enormes nos terrenos da Universidade de Amesterdã de Ciências Aplicadas. Além disso, a cervejaria Prael, no centro de Amsterdã, concordou em ser parceira nesse projeto.

Em apenas dois finais de semana de chuva forte a equipe conseguiu empurrar 1.000 litros de água da chuva para a cervejaria Prael. A água é tratada com um sistema de filtração bacteriana (que não foi muito bem especificado pelos sites em que procurei) e processo de fervura (também não passaram muita informação sobre como é feito) e, então, a água é utilizada para produção da cerveja. Com certeza eles devem fazer testes físico-químicos e microbiológicos periódicos seguindo a legislação, né? Ao menos espera-se haha.

 

hemelswater

A bebida é vendida por cerca de € 2 (R$ 6,50) a garrafa e pode ser comprada em tap nos restaurantes e bares da capital holandesa. (por cerca de € 4,00). No site Rate Beer, ela está classificada com nota 2.9 em uma escala de 5.0. Não custa experimentar caso viajar por Amsterdã, né?

Um vídeo que, mesmo em holandês, mostra um pouquinho do processo e a cervejaria em que ela é produzida.

Será que a moda vai pegar?

 

 

Fontes:

http://www.hemelswater.com/

https://amsterdamsmartcity.com/projects/hemelswater

https://www.theguardian.com/sustainable-business/2016/jul/10/rainwater-beer-amsterdam-hemelswater-rainfall-climate-change-de-prael-brewery

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Dicas |  10 de abril de 2017
FullSizeRender 54_Fotor

Gente, quanto tempo, né? Tem sido muito corrido com treinos e doutorado, então é preciso priorizar um pouco algumas coisas. Tive a oportunidade de participar de um workshop aqui em Saskatoon super legal e custando pouquíssimo ($10.00).

O workshop chama “Do-It-Yourself Bicycle Tune-up” e foi oferecido pela Bridge City Bycicle Co-op (BCBC), falei deles aqui no blog já ano passado. Para quem não lembra, a BCBC é uma é uma organização sem fins lucrativos que fornece espaço, ferramentas, peças e voluntários para ajudar as pessoas a aprender a manter suas próprias bicicletas ou as construí-las. Isso mesmo, se você pagar a anuidade ($20), pode ir até o local e utlizar, além da ajuda deles, todos os equipamentos para arrumar ou trabalhar em sua bike (seja bike stand, ferramentas, bombas, etc). Além disso, eles ajudam e fazem doações de bike às pessoas sem muitas condições, o que é muito legal. Inclusive, organizam o que chamam aqui de “garage sale” vendendo algumas das bikes que são doadas ou compradas por valores baixos para usar o dinheiro a favor da organização.

O foco do workshop foi apra ciclistas do dia a dia, como eu e tantos outros, aprenderem um pouco mais do funcionamento da sua própria bike e, também, como poder fazer sua manutenção – para que um problema simples não vire algo mais grave (e caro!). Como vocês sabem, a mão-de-obra aqui é bem cara para esses tipos de serviços e, muitas vezes, pode levar alguns dias – com o verão chegando a procura pelos bike shops aumenta muito aqui. Além disso, quem quer ficar sem bike por alguns dias na estação mais maravilhosa do ano? Eu não! haha

Devo dizer para vocês que pessoal aqui é bem desapegado com limpeza e manutenção das bikes. Mas essa mania de limpeza eu não abro mão e até gosto. Fuscão está sempre brilhante e sorridente hahaha.

IMG_5887

Dentre os tópicos:

– Noção de ferramentas necessárias para ajustes básicos na bike (allen, torx, chave de boca, adaptador de válvula, etc);

– Verificação da pressão nos pneus e diferenças de bombas/válvulas (bem básico, mas tem gente que não sabe);

– Verificação dos raios da bike e ajuste;

– Verificação e ajuste do guidão, ajuste e troca de parafusos, e freios (muita gente roda por ai com a bike “frouxa”, prestes a soltar o guidão, ou sem freio por falta dessa pequena atenção);

– Limpeza de corrente, cassete, pedais, etc (eles usaram mais o WD-40 e um produto especial para remover lubrificante);

– Ajuste cabo de tensão de freios;

– Ajuste básico de câmbio (dianteiro ou traseiro, ajustando tensão, distância, etc – solucionando problemas básicos como corrente que cai com troca e/oubarulho ao trocar marcha);

– Ajuste dos trocadores (ajustando a tensão para uma troca mais tranquila das marchas);

– Após todos os ajustes e limpeza, eles deram uma breve noção sobre tipos de lubrificante mais comuns para bike (seco ou úmido) e como ou quando fazer a lubrificação;

– Por fim, o selim foi ajustado (acreditem, muita gente tem o selim frouxo hahaha) e, também, os pedais verificados (lubrificação e se estão no lado certo);

Queria poder explicar cada parte do workshop que durou ~3h. Olha, muita coisa eu já sabia por procurar sempre arrumar meu problema com bike em casa ou na estrada mesmo, mas é ótimo sempre relembrar e conhecimento NUNCA é demais. Além disso, o valor que pagamos foi simbólico. Fica a ideia para quem quiser fazer algo diferente, workshops sempre são uma ótima maneira de trocar conhecimento e conhecer novas pessoas.

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