O que tem por trás de cada atleta?
Bem-Estar |  01 de dezembro de 2016
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Tenho amigos atletas e sigo vários tantos no instagram, snapchat, facebook, etc. E sempre vejo as fotos maravilhosas, as competições que participam, todos os 10 Ironman no CV, aquelas maratonas sub 3 horas, meia maratona sub 1,5 horas, e por ai segue. Mas como assim, todos acordaram um dia e viraram atletas?

Então você acaba acostumando com essa rotina de treinos e fotos, de ver as pessoas em roupas de triathlon, wetsuits, shorts de compressão, tênis X, sapatilha Y, maiô W… E na rotina que posta no “Snapgram”, aquela marmita, foto no carro indo ao trabalho, ou ao treino de madrugada, ou dando aquelas últimas gotas de suor do dia… É como se existissem duas vidas, a real de trabalho/casa e a real de treino, mas que se confundem imensamente dando a impressão de que o Esporte é a única profissão. Tem muito atleta que troca fraldas do filhão nas horas vagas, faz faxina, lava roupas, prepara as marmitas, leva na escola, pega na natação, deixa no coral, passa no mercado, trabalham de segunda a sábado, etc etc.

Enfim as perguntas que não querem calar são: “atletas: Quem são? Aonde vivem? O que fazem?” hahaha

Vou me usar então como exemplo: Alguns sabem, outros não. Mas além da minha paixão por esportes, em especial o triathlon, essa menininha que mora nas terras glaciais do Canadá, usa aquele 920xt todos dias, anda com aquela mochila de triathlon maior que ela pra lá e pra cá, é adivinha? É engenheira de alimentos, nos meus poucos anos de formada já trabalhei em uma indústria de bolos (love) multinacional Francesa, e estou fazendo doutorado no momento (sim, ainda estudante!). Ainda recebo bolsa (sofrida pra conseguir e que nem é aquelas coisas, mas dá para viver)… E com o que eu trabalho? CERVEJA, mentira! hahahaha nem tudo é tão maravilhoso assim, mas se cerveja é pão líquido, eu trabalho com a cerveja sólida (does it make sense?)… Trabalho com trigo e qualidade de panificação. E o mais massa é que, mesmo com as dificuldades (tem dias que a gente tem vontade de por fogo nos experimentos, sério), vejo meu doutorado e o triathlon como hobby, então parece que nunca estou trabalhando, mesmo ficando por aqui 10 horas por dia.

E é assim, sem preguiça de acordar cedo, dormir tarde… no calendário tem data marcada para aquela “PROVA”, ou aquela entrega da tese para defesa. E isso que nos motiva a acordar cedo, dormir tarde, treinar no almoço, dormir no lab… Faz parte! E, sim, vai valer a pena cada gota de suor em ambos os sentidos.

Para exemplificar um pouco mais, segue um vídeo para entenderem melhor essa divisão triathlon-trabalho aqui no Canadá.

E você? Quem é?

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